Em abril, as vendas de imóveis usados no Estado de São Paulo registraram a segunda alta consecutiva do ano, com um crescimento de 2,06% na comparação com março. Com esse desempenho, o mercado de usados fecha o primeiro quadrimestre com dois meses de queda (-2,56% em janeiro e -2,35% em fevereiro) e outros dois de alta (+2,27% em março e +2,06% em abril).
Os números foram levantados em pesquisa feita pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP) com 1.410 imobiliárias de 37 cidades do Estado. "A tendência daqui para o final do ano deverá ser de crescimento já que os bancos prometem ampliar o volume de financiamentos, a economia está em expansão e, conseqüentemente, o desemprego tende a diminuir, gerando a estabilidade que as famílias desejam para embarcar na realização do sonho de ter sua casa própria", afirmou José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP.
O índice estadual de vendas de 0,6851 em março foi para 0,6993 em abril. Nas quatro regiões do Estado em que a pesquisa é feita, três tiveram desempenho positivo no período: Capital (+1,82%), Interior (+1,93%) e as cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Guarulhos e Osasco (+5,49%). Apenas no Litoral, houve queda de -0,34%. Os imóveis mais vendidos em abril no Estado foram os de até R$100 mil. Segundo a pesquisa, eles representaram 53,96% do total vendido na Capital; 66,9% no Interior; 73,58% no Litoral; e 60,87% nas cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco. A maioria das propriedades foi vendida à vista (59,94%), sendo o restante dividido entre financiamentos bancários (32,25%), financiados pelos proprietários (7,2%) e consórcios (0,61%).
Locação - O mercado de locação de imóveis no Estado teve comportamento oposto ao de venda em abril. Houve queda de 2% no número de propriedades alugadas em relação a março. O índice estadual de locação caiu de 2,3348 em março para 2,2879 em abril.
A queda nas locações atingiu a Capital (-1,1%), o Interior (-3,81%) e as cidades do A, B, C, D, Garulhos e Osasco (-2,58%). No Litoral, entretanto, o número de imóveis alugados foi 4,27% maior que o de março. Os novos contratos concentraram-se na faixa dos aluguéis de até R$600,00 - eles representaram 59,51% dos imóveis alugados na Capital, 79,91% no Interior, 71,94% no Litoral e 82,16% nas cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco.
Segunda a pesquisa realizada pelo Creci-SP, a inadimplência dos inquilinos nas imobiliárias pesquisadas cresceu no Interior (+5,53%) e no Litoral (+4,46%) e diminuiu na Capital (-1,82%) e nas cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco (- 1,84%).
As 37 cidades do Estado de São Paulo abrangidas pela pesquisa foram: Americana, Araçatuba, Araraquara, Bauru, Campinas, Diadema, Guarulhos, Franca, Itu, Jundiaí, Marília, Osasco, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Rio Claro, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São Carlos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo, Sorocaba, Taubaté, Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião, Ubatuba, Bertioga, Guarujá, Santos, São Vicente, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe e Praia Grande.
|